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Sindicato dos Professores de Novo Gama dificulta progresso na educação do município.

Após diversas tentativas de conciliação por parte da Prefeitura, Sindicato exige privilégios em troca do retorno às escolas.




Em reunião nesta sexta-feira (2) com a diretoria do Sinpro-NG (Sindicato dos Professores de Novo Gama), a Secretária de Educação do município propôs soluções que resolvessem o impasse da greve dos professores, a fim de colocar todas as crianças em sala de aula até a próxima semana.
A Secretária sugeriu a readequação da carga horária dos professores de Novo Gama, desta forma o professor atenderia a duas turmas nos períodos da manhã e da tarde, cumprindo 26 horas em sala de aula e 14 horas de horário livre para planejamento de aulas, totalizando 40 horas semanais, conforme manda a lei.
 Além dessa proposta, também foi sugerido que a rede municipal passasse a contar com 4 horas de funcionamento em cada turno, das 07:30 às 11:30 e das 13:00 às 17:00
Todas foram recusadas pelos representantes do Sindicato, inclusive uma terceira que havia sido elaborada em conjunto com os representantes do Sinpro-NG.  A greve já se estende a mais de 70 dias e o sindicato até agora se mostrou inflexível às diversas propostas da prefeitura. Apesar da resistência, a gestão tem se mostrado disposta a utilizar de todos os meios legais possíveis para restaurar a educação das crianças e adolescentes do município.

Sobre a greve dos professores em Novo Gama.

A rede municipal de ensino de Novo Gama está em greve pelo fim da Jornada Ampliada. Durante o programa, os professores trabalhavam apenas um período (manhã ou tarde), recebendo integralmente (cerca de 4 a 8 mil reais por mês), ou seja, a prefeitura tinha que contratar mais professores para cobrir esse tempo vago destinado para os professores planejarem suas aulas. Ainda assim, a Prefeitura recebeu diversas denúncias de docentes utilizando o tempo livre para trabalharem em outras instituições.
Os problemas causados pela Jornada Ampliada não param por aí. Os dados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) não indicam nenhuma melhora na educação do município graças à Jornada Ampliada. Durante esse período, infelizmente, a posição da educação de Novo Gama caiu para o último lugar.
Após decisão da Justiça, no dia 05 de junho, foi determinado que os professores retornassem imediatamente às salas de aula. Caso contrário, o Sindicato teria que pagar uma multa de até 150.000 reais.
Até então, mais de 40 dias se passaram e as crianças e adolescentes de Novo Gama permanecem sem aula, mesmo apesar do posicionamento judicial.
Os professores estão sem receber pelos dias que não tem trabalhado, porém os diretores do Sindicato se planejaram bem para que pudessem passar pela greve sem doer no bolso. Por meio do requerimento da Licença Prêmio, licença a que o funcionário tem direito na proporção de três meses para cada cinco anos servidos, os mesmos estão muito bem remunerados, enquanto os grevistas têm seus dias descontados.